quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Entrevista com a banda Where I Belong

quinta-feira, 23 de setembro de 2010 1










Então pessoal, hoje temos mais uma entrevista, a primeira que começa a mudar a cara do espaço Sobra de Panela, pois não foi o “momó” que executou a “parada”, hoje quem entrevista a banda é a “camarada” Giana, que é uma pessoa envolvida com musica e entende muito bem do ”esquema”, ela entrevistou uma banda muito massa para prestigiarmos aí no espaço e conhecer melhor. Sem muitas desculpas pela demora dessa postagem e vamos ver o trabalho da Giana com os caras e conhecer o som dos mesmos. Com vocês... Giana com a palavra:

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Pois bem, meu nome é Giana e o Momó me pediu pra fazer essa entrevista com os caras da Where I Belong. Fiz com o maior prazer! O trio catarinense formado por Gabriel Barg (vocal/guita), Luca Lucena (bateria) e Jary Júnior (baixo) esteve em Porto Alegre recentemente, onde tocaram no festival Indie Hype. Pude conviver com eles um pouco durante esses dois dias e constatei: São gente muito boa e tem amor e acreditam no som que fazem. Quem curte um grunge pesado e melódico, com angústia e tristeza, tem que ouvir o som dos caras. Segue a entrevista...


Where I Belong é:
Gabriel: Guitarra e vocal
Fabio: Baixo e vocal
Luca: bateria


Sobra de Panela (Giana): Como e quando surgiu a banda? Falem um pouco das influências... Gabriel: A banda em si surgiu lá por 2002, com outro nome, outra formação e tal.Mas WIB mesmo, foi 2008, quando o Luca entrou pra fazer um show com a gente, e foi ficando, ficando......e ficou! Fabio saiu recentemente, então o Jary entrou pra subustitui-lo e ta ficando também heheh. No quesito influências, a gente não gosta de chover no molhado e dizer, “de tudo um pouco, a gente é bem eclético.” Na verdade, tudo o que consideramos bom nos influencia de alguma maneira, sejam filmes, livros, artistas plásticos e claro, bandas. Entre elas estão principalmente: Beatles, Jimi Hendrix, Nirvana, Sonic Youth, Silverchair, Joy Division, At the Drive-in, Queens of the Stone Age, Foo Fighters.

Sobra de Panela (Giana): Existem muitas bandas com uma influência forte do grunge. O que vocês acham que a Where I Belong, por ter essa característica, tem de diferente das outras? Gabriel: A simpatia.... brincadeira. Acho que não há algo específico que nos diferencie, afinal, o som é simples, com mensagens diretas. Muitas bandas fazem isso. Queremos é fazer isso bem.

Sobra de Panela (Giana): Recentemente a banda trocou de baixista......como está sendo a adaptação dele na banda e vocês já se conheciam, eram amigos? Contem um pouco como foi isso.Gabriel: Bom, no começo foi muito difícil porque tínhamos compromissos de gravação, show e não tive muito tempo pra encontrar alguém. Jamais colocaria “qualquer um” e então o nome mais coerente foi do Jary que já conhecia há uns 10 anos e comentei com o Luca sobre o cara, porque não se conheciam. Deu tudo certo e agora esperamos que a parada siga melhorando mesmo com o Luca morando em uma cidade diferente da nossa...

Sobra de Panela (Giana): Recentemente a banda trocou de baixista......como está sendo a adaptação dele na banda e vocês já se conheciam, eram amigos? Contem um pouco como foi isso. Gabriel: Bom, no começo foi muito difícil porque tínhamos compromissos de gravação, show e não tive muito tempo pra encontrar alguém. Jamais colocaria “qualquer um” e então o nome mais coerente foi do Jary que já conhecia há uns 10 anos e comentei com o Luca sobre o cara, porque não se conheciam. Deu tudo certo e agora esperamos que a parada siga melhorando mesmo com o Luca morando em uma cidade diferente da nossa.

Sobra de Panela (Giana): Nessa entrevista não pode faltar aquela pergunta que todos fazem às bandas brasileiras que cantam em inglês.... porque? Já pensaram em mudar pra português? Gabriel: Então, é aquela coisa de ouvir música em inglês, mais do que português, tu se acostuma, até pra compor. Aprendi a pensar em português na hora de compor, o que era muito difícil até então.Estamos testando coisas, remodelando músicas.Tá sendo divertido.

Sobra de Panela (Giana): e as gravações, a discografia da banda....
Gabriel: Desde sempre teve gravações.K7s, VHS. Gravamos em estúdios algumas vezes também. Algumas coisas de outras formações fazem parte até do que tocamos hoje, que é o caso de No Flavour Days, This is Billy e Glimpse que gravamos em 2005. Em 2008, gravamos o primeiro EP, com duas músicas. Só gravamos duas porque não tínhamos grana pra mais nenhuma hehehe...

Sobra de Panela (Giana): quem produziu o EP de vocês? Demoraram muito pra fazer?
Gabriel: Foi produzido pela gente, pelo Lapolli e pelo Alexei Leão ambos super fodas e conceituados pra caralho no trampo com bandas da região e fora também.

Sobra de Panela (Giana): E os shows? Como é a cena em Santa? Sei de várias bandas F*** da região....
Gabriel: Santa Catarina sempre foi meio estranha hehehe. Ora acontecem vários eventos legais, ora dá uma diminuída, ora não acontece nada. Talvez dependa demais de produtoras que monopolizam eventos grandes com bandas do cast deles, e então só as tais tem acesso a shows com estruturas melhores.Na região norte é bom. Floripa tem bandas legais mas deveria ser melhor explorada por ser capital. Lages praticamente parou e...é assim que funciona.

Sobra de Panela (Giana): E os shows fora? Vocês acabaram de participar de um festival aqui em porto alegre (O Indie HYpe).....falem um pouco disso ... Gabriel: Foi nossa primeira experiência fora do estado e o que pude ver, no que diz respeito ás bandas que tocaram com a gente, foi que o nível é espetacular e foi realmente uma honra dividir o palco com bandas que são destaques em sites, que os fãs cantam as músicas e que representam o que há de melhor no rock underground brasileiro.

Sobra de Panela (Giana): Cada vez mais eu vejo as bandas lutando pelo seu espaço, e fazendo as coisas acontecerem de maneira independente. O que vocês pensam em relação à “cena independente” aqui do Brasil?Gabriel: À cena em si tem de melhorar em número de eventos, em SC, especialmente, que parece estar sempre á margem do que acontece no resto do Brasil. Tem de melhorar em prestigio também. A cena só será forte quando houver um público forte que apóie as bandas. Existem bandas formidáveis por aqui, como Superguidis, Black Drawing Chalks, a extinta Ludovic, que lutaram demais para ter espaço e precisam continuar lutando dia-a-dia porque no Brasil se dá mais valor ao Restart, infelizmente.

Sobra de Panela (Giana): Sem dúvida, hoje em dia a internet é o principal veículo para uma banda independente divulgar o seu som. Como vocês utilizam esse meio?
Gabriel: Sempre divulgamos tudo na net. Não há como deixar de usá-la no processo.

Sobra de Panela (Giana): Vocês acham que pela grande quantidade de informação, e a facilidade com que os usuários da net têm de chegar até ela, uma banda boa, pode ficar submersa entre tanto cyber lixo?
Gabriel: Como o número de bandas é muito grande e todas têm sites, talvez seja mais difícil separar o joio do trigo. Claro que ser muito bom é crucial ainda, mas “bom” é um conceito sem resposta certa num mundo onde a diversidade de opiniões é tão grande e onde a qualidade fica de lado quando o objetivo central não está somente na música e sim no status que supostamente uma banda pode trazer, mesmo sendo “ruim”. É uma batalha. As bandas com potencial são guerreiros tentando vencer um exército inumeramente maior.

Sobra de Panela (Giana): O que o público pode esperar de um show da WIB?
Gabriel: Barulhos, imprevistos, besteiras, diversão, simplicidade, rock’n roll, gritos, ursinhos de pelúcia e ursinhos reais também.

Sobra de Panela (Giana): Falem um pouco dos projetos futuros da banda!
Gabriel: Comprar uma van ehehehe , lançar o primeiro álbum, compor coisas novas, gravar um vídeo-clipe, tomar umas cervejas... Pretendemos mudar de nome também.Não era plano, mas passou a ser depois que o baixista saiu e tal. Acho que mais ou menos isso...

Sobra de Panela (Giana): Como o momó, mentor aqui do Sobra de Panela, sempre pergunta: qual é a comida e bebida favoritas da banda? E indo um pouco mais além: vocês costumam se reunir pra comer e beber depois ou antes do ensaio? A banda tem algum tipo de confraternização, contem um pouco disso.... Gabriel: Nossa, churrasco, fast- food (principalmente o Luca), cerveja, vodca! Nos nossos ensaios rolava cerveja, whisky, salgadinhos Elma-Chips e pastéis e ah, ás vezes tinha uns pratos que nosso amigo Maiochi (figura de suma importância na banda, em vários aspectos) reparava depois do som ter rolado


Agradeço a banda pela disponibilidade, ao momó pela oportunidade e desejamos muito sucesso pra W.I.B. (ou seja lá o nome que adotarem daqui pra frente). Bandas verdadeiras e com identidade própria merecem e é um prazer pra mim entrevista-las! Valeuzão!


ass: Giana Cognato.

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Então é isso aí pessoal, mais uma banda marca presença no espaço Sobra de Panela, hoje com a presença muito especial da “Giana Cognato” que tem uma banda também e que tão logo marcara presença aqui nesse espaço com ela, procure por “Badhoneys” na internet e conheça um pouco mais a pessoa que escreveu para esse espaço hoje. A idéia e nunca parar, e continuar registrando a historia dessas pessoas que buscam alternativa de vida fazendo musica, seja ele qual for. O interessante da vida é isso, tentar entender o que se passa na sua cabeça e na cabeça dos outros, a musica tem o papel de buscar atalhos para esses entendimentos muitas vezes. Não deixe de prestigiar WHERE I BELONG, visite os canais dos caras e faça contato com os mesmos, achei muito massa o som dos caras.


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CONTATOS

karmarock@bol.com.br

Fone pra contato:
47 9199 8787 ou
49 9971 4760
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Registro: Todos os dados dessa entrevista foram disponibilizados pela banda, inclusive as imagens. os contatos foram retirados da pagina oficial da banda no orkut.

contato do espaço sobra de panela: fantasmicos.fantasmicos@gmail.com

Ass: Momó Beleza.



quinta-feira, 22 de julho de 2010

Entrevista com a banda SICK SICK SINNERS

quinta-feira, 22 de julho de 2010 14

Hoje voltando a postar mais uma entrevista, depois de uma parada tecnica para outros trabalhos. Ao mesmo tempo essa é a ultima entrevista, por hora, que vou postar, pois o projeto SOBRA DE PANELA esta se expandindo e outros colunistas estão chegando para escrever para você que costumar passar por aqui para conhecer bandas. Hoje eu fecho com "chave de ouro" entrevistando a “SICK SICK SINNERS”. Vamos “bater de frente” com essa banda de Curitiba - PR, que é muito prestigiada na "gringa” e aqui no Brasil. Mesmo assim até hoje continua mostrando um grande vinculo com a musica independente, pois mesmo com o prestigio alcançado pelos caras, eles continuam bastante independentes. Tempos atrás uns amigos me apresentaram o som dos caras e eu fiquei fascinado pelas características da banda, sem falar na sonoridade, que eu particularmente, achei muito massa e tudo muito bem produzido. Dentre as bandas que tocam “Psychobilly” no Brasil, eu diria que essa é uma das mais respeitadas, existem varias bandas muito boas também (pesquisem). O nosso intuito aqui é divulgar o som dos caras e mostrar para você (leitor) a diversidade, tanto em tendências, quanto musical que existe nesse país. Vejam o quanto é original e interessante o som desses “loucos”, você vai se surpreender! E se já conhece a banda... aproveite! O camarada “VLAD” (vocalista da banda) nos atendeu muito bem e respondeu algumas perguntas para este espaço, vamos conferir...


Sick Sick Sinners é:
Vlad: Guitarra e vocal
Cox: Baixo e vocal
Emiliano: Bateria

Sobra de Panela: Velho, vamos começar pelo de sempre, desde quando e como surgiram os “SINNERS”? Formação, datas e essas coisas...

Vlad: Os Sinners surgiu em 2006 comigo na guitarra e vocal e o Mutant Cox no baixo e vocal, tivemos algumas mudanças na bateria de la pra ca, eagora estamos com na formação mais consolidada com Emiliano Ramirez na batera. A banda surgiu pela pura vontade de tocar psychobilly sem muita restrição, desde o mais pesado ao mais clássico. De la pra ca fizemos 3 tours na Califórnia, 1 tour grande na Europa, ano passado estivemos também no Chile, ja tocamos na Argentina e Uruguai, fizemos uma tour legal no nordeste ano passado também. Gravamos um CD, o "Road of Sin" que saiu pelo selo Monstro e na alemanha pelo selo Crazy Love Records, duas demos e agora estamos nos preparando para gravar um EP, "Hospital Hell".

Sobra de Panela: A banda sempre teve esse propósito? O som sempre foi assim na sua intenção?! Ou já andou por outros lados e épocas musicais?

Vlad: Sempre foi assim, sempre tivemos a intenção de fazer esse som. Mas o legal é que temos a possibilidade de fazer qualquer coisa dentro do nosso estilo.

Sobra de Panela: falando nisso cara, quais são as bandas que mais influenciaram os “SINNERS”, existem bandas Brasileiras que influenciaram vocês? Quais são?! Existe algo artístico, tipo, filmes e essas coisas que influencia direta ou indiretamente? Ou até mesmo uma ideologia?!

Vlad: Muita coisa influenciou e influencia o 66Sinners até hoje, várias bandas de psychobilly como Demented Are Go, The Meteors, Mad Sin, The Cramps, e muitas outras, mas eu também tenho muita influencia de Toy Dolls, bandas punks, country, metal, ska, o que for, sempre temos o ouvido aberto para coisas diferentes, fazemos uma versão de Beasty Boys no nosso disco, ouvimos de tudo, mas tentamos colocar todas estas influências no nosso estilo. Tem algumas bandas brasileiras que influenciaram a gente, K-billys, Kães Vadius, Missionários, Ovos Presley, RDP e muitas outras... Acho que tudo que vc escuta serve de influencia. Cinema com certeza tem uma grande influencia nas musicas do Sinners, até por isso usamos várias vinhetas tiradas de filmes entre as musicas do Road of Sin, filmes de terror, faroeste italiano ou mesmo do Cheech and Chong sempre fazem parte da nossa criação. Mas não temos nenhuma ideologia, nossa única ideologia é diversão e viver bem com bastante cerveja e bacon.

Sobra de Panela: reduzindo o assunto para a região de onde surge a banda, eu queria que você falasse um pouco mais de Curitiba para o leitor, da cena, o que acontece de diferente la que pode servir como inspiração para cena independente brasileira? Todos da banda são de Curitiba?!

Vlad: Curitiba é uma cidade que tem uma cena imagino que como qualquer outra, tem muitas bandas, bastante espaço de show, mas infelizmente não tem muita divulgação, não temos muitas revistas que falam sobre as bandas daqui ou mesmo zines, a rádio não toca as bandas daqui também, o que é do caralho é que tem a internet que acaba sendo um grande meio de divulgação da cena. Eu e o Cox somos de Curitiba o nosso batera é de São Paulo.

Sobra de Panela: A banda “Sick Sick Sinners” esta em um circuito musical que foge um pouco do contexto e dos modismos do nosso país, vocês acham isso um empecilho? Vocês alcançam um publico maior fora ou dentro do País?

Vlad: Acho que o público tanto dentro como fora do pais são meio parecidos, não são tão grandes, la ou aqui, acho que na europa e estados unidos as distancias são menores o que facilita tours por la. Nós tocamos por que gostamos do estilo, não nos preocupamos muito com moda ou este tipo de besteira.

Sobra de Panela: Mais ou menos por aí ainda, todos os sons que eu escutei da banda não são em português, vocês já gravaram algo em português?! Pretendem fazer algo futuramente? E se já tem algum material, pretendem lançar?! Sei la, fala um pouco dessa questão de bandas optarem por cantar em inglês e se tu vê algo demais nesse tipo de assunto... Isso serve para muitas bandas iniciantes que tem essa duvida!

Vlad: Estamos ensaiando uma musica em português e outra em espanhol, que deverão entrar no nosso novo EP, acho que isso é muito simples, fizemos uma opção com o nome em inglês e as musicas em inglês para ficar uma coisa mais fácil pra gringo entender. Mas quem tem vontade de cantar em português e isso pode servir de conselho para uma banda iniciante, que o cara quer se fazer entender no seu pais ou mesmo fazer "sucesso" acho que o lance é cantar em português. Nós fizemos a opção do inglês por ser mais fácil pra compor, por que o cara que compõe em português e não fica ruim, tem muita facilidade com palavra e musicalidade, eu tentei ja em português, nunca soou muito bem.

Sobra de Panela: Quais foram os maiores obstáculos encontrados pela banda na hora de divulgar e promover o som? O que enxergam de ruim na internet?!

Vlad: Cara internet é muito foda, não consigo enxergar nada de ruim, é uma puta ferramenta. Mas a dificuldade é chegar em uma rádio sem pagar o tal do jabá, coisa que eu nunca fiz e não faria nem fudendo.

Sobra de Panela: Velho, fala dos projetos futuros para a galera, o que estão tramando para logo mais?!

Vlad: Estamos ensaiando para este novo EP e estamos com alguns shows marcados, em agosto vamos para Londrina e Piracicaba, queremos gravar mais um clip também, temos alguns projetos de gravar um DVD ao vivo e no fim do ano gravar um album novo.

Sobra de Panela: A banda "Sick Sick Sinners" ja alcançou muitas coisas (musicalmente falando), ainda existe coisas que vocês tem vontade de fazer, tipo, algum lugar que sonham em tocar e etc?..

Vlad: Difícil falar, mas tem gente de todos os locais do mundo chamando 66Sinners para tocar, temos vontade de viajar o mundo tocando, mas especificamente tenho muita vontade de tocar em locais como Rússia, Polônia, Japão, Nova Zelândia...

Sobra de Panela: Existem algumas perguntas que sempre vou fazer para algumas bandas repedidas vezes, pois quero que o publico verifique qual é a opinião de todas. Vocês acreditam que a cena brasileira um dia possa se desprender do centro do país e criar vertentes fortes por todas as partes? Exemplo, o publico viajando para alguns estados ao invés das bandas (isso é um devaneio do momó). OBS: em Curitiba isso já “acontece” com um festival que rola por la no carnaval e é um grande atrativo para o publico de todo Brasil, é o Psycho Carnival... Queria a opinião de alguém de la e que participa da organização do evento, será que isso é possível velho?

Vlad: Acho que sim, os festivais estão crescendo cada vez mais e cada um com características próprias, acho que cada vez mais tem espaço para festivais de um estilo surgirem e atraírem público de todo o país, mas isso depende de tempo e até uma certa tradição, ou bastante dinheiro. Esse festival que vai rolar agora em SP SWU aposto que muita gente vai gastar uma puta grana para ver algumas bandas ali.

Sobra de Panela: Nesse espaço sempre vamos perguntar para as bandas, no final da entrevista, qual é a comida e a bebida predileta em consenso entre os integrantes da banda, ou de cada. E aí pessoal, quais são as da banda “Sick Sick Sinners”?! pode responder pelos outros caras também! Se souber é claro... hehehe

Vlad: hehehe. Todo mundo gosta de cachaça, bacon, cerveja, feijoada, comida mexicana, churrasco, depois um digestivo!

Grande abraço e muito obrigado!

Então ficamos por aqui rapaziada, essa foi a banda “SICK SICK SINNERS”! Os caras fazem um som cheio de virtuose e atitude, misturam tendências e produzem uma sonzera muito “doida”. Eu indico essa banda para todos aqueles que curtem um “racha cuca” de vez em quando e gostam de fazer isso prestigiando bandas boas. Procurem mais sobre os caras, na sequência vão os endereços dos caras para vocês buscarem mais referencias sobre os mesmos. Queria agradecer ao “Vlad”, que concedeu essa entrevista, a banda e a toda rapaziada que ainda acredita que a musica independente é a vertente de tudo que se produz musicalmente e de certo modo valorizam isso. Lembrando que as próximas entrevistas vão ser publicadas por outros colunistas, este espaço esta expandindo sua criatividade e tão logo pretendemos começar a entrevistar bandas utilizando outras mídias também, com um único objetivo, ser um meio incentivador para o surgimento de outros canais que divulguem a musica independente com cada vez mais qualidade e o uso de todos os mecanismos possíveis, certo?! Valeu!

Em seguida fique com um clipe dos caras, uma produção muito bem feita por sinal, aproveitem!

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www.myspace.com/sicksicksinners


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Registro: Todos os dados dessa entrevista foram disponibilizados pela banda, as imagens e o vídeo retirados da internet.

contato do espaço sobra de panela: fantasmicos.fantasmicos@gmail.com

Ass: Momó Beleza.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Entrevista com a banda Damn Laser Vampires

terça-feira, 1 de junho de 2010 6
Hoje voltando as atividades novamente, vamos conversar com uma banda que vai chamar a atenção de muitos leitores que não a conhecem ainda, eu diria que eles são os “vampirescos” mais interessantes que tem por aí fazendo musica (minha opinião). Os caras já estão a algum tempo trabalhando juntos e o som que emana desse trio, alem de ser cheio de originalidade, acaba contagiando pelo êxito que eles têm em fazer muito bem o que se propõem. Conheçam bem o trabalho desse trio do Estado do Rio Grande do Sul que já chama a atenção com seu trampo a bastante tempo e é muito massa. Vamos conversar com o "RON SELISTRE" que é o vocalista da banda e deu a sua ilustre idéia para a galera prestigiar aí no espaço SOBRA DE PANELA, absorvam...


Damn Laser Vampires é:
Ron Selistre: Guitarra e vocal
Francis K: Guitarra
Michel Munhoz: Bateria


Momó: Como surgiu a idéia de montar a banda? E desde quando ela esta presente entre nós?!
Ron Selistre: Surgimos em 2005. A idéia foi fazer a música que gostaríamos de ouvir.

Momó: a proposta da DLV é bem característica e o leitor vai verificar que ela engloba uma serie de influencias, quais são as maiores referencias da banda nesse sentido? Refiro-me a filmes, artes, bandas e etc.
Ron Selistre: Hmm, já respondemos bastante a essa pergunta, então vamos resumir. Quadrinhos, cinema e cultura punk.


Momó: em relação à formação, a banda é formada por duas guitarras e um baterista, vocês sentem falta de um baixista na banda?! O fato de ser assim ajuda na hora de gravar as musicas?!
Ron Selistre: A gente não sente falta de um baixista, a gente sente falta é de talvez um esclarecimento maior por parte das pessoas. A história do rock está cheia de bandas que não tinham baixo, e isso desde os anos cinquenta. O White Stripes não inventou isso, o Blues Explosion também não, e muito menos nós. Não pode ser tão difícil assim compreender que o formato guitarra/baixo/bateria é apenas um entre milhares de formatos possíveis.

Momó: vocês podem falar um pouco no processo de gravação para os leitores? Vocês são do tipo que passam horas trabalhando em cima do material produzido ou são do tipo que preferem a originalidade daquilo que saí no estúdio? Em termos musicais me refiro...
Ron Selistre: Não temos um processo rígido. Algumas músicas nascem de um riff que surgiu num ensaio, outras surgem de uma frase que ganha força de repente. Outras são feitas com partes de músicas que engavetamos... há músicas inteiras que fazemos e depois descartamos completamente porque deixa de fazer sentido pra nós. Não tem uma regra. Se não gostamos de algo não temos problema em jogar fora, a gente sabe que tem mais de onde veio aquilo.



















Momó: falando em gravar ainda, vocês já tiveram trabalhos lançados por "gringos", o fato das musicas serem em uma língua estrangeira facilitou isso? falem um pouco sobre esses materiais... E qual foi à dificuldade na hora de produzir as musicas para esses materiais? Teve alguma diferença na hora de pensar as musicas?
Ron Selistre: Somos a banda que “inaugurou” a Devil’s Ruin, dos EUA (“Gotham Beggars Syndicate” foi o primeiro disco lançado pelo selo, em abril de 2008). Tudo que compomos já é escrito em inglês. Não rola nenhuma “adaptação”, é assim mesmo. Não houve nenhuma dificuldade porque não alteramos o nosso modo de trabalhar em nada. Naturalmente a língua facilitou, eles ouviram e sacaram tudo na hora.

Momó: em relação às músicas não serem em português, isso gera alguma dificuldade em relação ao publico brasileiro? Qual é a opinião de vocês em relação à “cena independente” brasileira? Vocês se enxergam nessa cena? Musicalmente falando...
Ron Selistre: Eu não vejo essa tal cena, pra ser bem sincero. Não saberia te dizer o que ela é. Vejo bandas boas e bandas ruins, como em qualquer lugar do mundo. Não vejo bandas “grandes” e “pequenas”, não enxergo desse jeito. Talvez por isso eu não saiba te dizer o que é exatamente a tal cena. Só sei que somos uma banda de rock e que fazemos o nosso trabalho. Com relação à primeira parte da pergunta, acho que se houvesse alguma dificuldade em sermos compreendidos pelo público teríamos sido recusados por ele, e não foi o que aconteceu.

Momó: em relação à divulgação de materiais, a DLV é usuária da internet? Acredita nela? E pode dar algum conselho para bandas que estão começando? No sentido de dificuldades que vocês enfrentaram na hora de divulgar a banda desde o inicio de sua existência.
Ron Selistre: Nós não damos conselhos, mas se eu fosse dar uma dica, sem compromisso, a qualquer banda iniciante, seria: sejam vocês mesmos. Quanto à internet, sim, a gente usa e acredita nela. Através da web temos uma boa relação com gente que provavelmente nunca viríamos a conhecer, e isso é o melhor de tudo.

Momó: pergunta clichê, mas que serve para leitores que não conhecem o trabalho da banda, o que o publico pode esperar de um show da DLV?(essa pergunta sempre estará presente para as varias bandas que passarem por este espaço)
Ron Selistre: Uma festa punk barulhenta com uma mulher sexy e dois sujeitos bem esquisitos.

Momó: falando em divulgação, e acabando com os devaneios do rapaz aqui, é possível vocês nos falarem sobre projetos futuros e se possível alguns devaneios (viagens musicais, artísticas e etc.) que a banda tem e gostaria de botar em pratica um dia?
Ron Selistre: Bom, os nossos projetos são sempre secretos. Gostamos de prepará-los em silêncio. Mas posso falar de imediato do lançamento do segundo disco pela Devil’s Ruin, “Three-Gun Mojo”, que está pra acontecer, e também do compacto em vinil que lançaremos antes dele. É um split 7” com duas faixas do álbum novo de um lado e duas do mestre do blues-trash Uncle Butcher do outro.

Momó: existem algumas perguntas que sempre vou fazer para algumas bandas repetidas vezes, pois quero o publico verifique qual é a opinião de todas. Vocês acreditam que a cena musical e artística brasileira um dia possa se desprender do centro do país e criar vertentes fortes por todas as partes? Exemplo, o publico viajando para alguns estados ao invés das bandas (isso sim é um devaneio do momó, mas que já aconteceu em outros países).
Ron Selistre: Eu não acredito em cena. É como te disse antes, eu não me sinto capacitado a teorizar em cima da tal de “cena”. Não somos uma autoridade no assunto. Sei que é normal esperar de uma banda um posicionamento, uma opinião sobre os rumos da cultura e tal, mas o que eu acredito é diferente do que a maioria pensa, e isso não significa que eu estou certo. Prefiro que as pessoas sigam o que elas acreditam, e não a minha opinião. Torno a enfatizar, eu não sei definir o que é a “cena”. Aliás, se alguém pudesse me explicar, seria interessante. Podiam criar alguma promoção num desses sites de moda & comportamento, tipo: defina o que é cena independente e concorra a um GuitarHero.

Momó: o paladar das pessoas está aqui neste tópico também e diz muito sobre as mesmas. Neste sentido vamos perguntar para as bandas, no final da entrevista, qual é a comida e a bebida predileta em consenso entre os integrantes da banda, ou de cada. E aí pessoal, quais são as da banda DLV?!
Ron Selistre: A Francis e eu somos vegetarianos e adoramos a lasanha de soja da mãe dela. O Michel é um inveterado devorador de carne, então tenho quase certeza de que o prato favorito dele é picanha.

É isso aí pessoal, conversamos com mais uma banda, uma banda muito boa por sinal. Conheçam o trabalho desses camaradas, vale muito a pena. Informações sobre a banda, shows e qualquer novidade vocês vão sempre encontrar nos canais que seguem abaixo. Eu escolhi um vídeo que é de um trabalho feito pelos caras que eu achei genial, espero que tenham gostado da entrevista, pois eu adorei. As perguntas foram respondidas com muita originalidade e desde já fica aqui o meu agradecimento ao camarada “RON” que esteve disponível para falar um pouco o que pensa e sobre o trabalho da banda DAMN LASER VAMPIRES, gostaria de agradecer também a rapaziada que esta sempre apostando nesse tipo de iniciativa, a musica independente agradece e este espaço também. É isso aí pessoal, o espaço SOBRA DE PANELA não para com as entrevistas, o que acontece é que de vez em quando o tempo não permite que o trabalho prossiga, tanto no meu caso, quanto no caso das diversas bandas que estamos aguardando as respostas de entrevistas que já foram enviadas! Normal, por isso já estamos expandindo o projeto e tão logo vocês irão conhecer neste espaço diversos outros “escritores” que vão trazer entrevistas com diversas bandas, da escolha deles é claro. Obrigado a todos.

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VIDEO


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LINKS

http://www.myspace.com/damnlaservampires


http://www.youtube.com/damnlaservampires


http://www.fotolog.com/dlvampires


http://www.fotolog.com/damn_laser


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Registro: Todos os dados dessa entrevista foram disponibilizados pela banda, inclusive os contatos e imagens.

contato do espaço sobra de panela: fantasmicos.fantasmicos@gmail.com

Ass: Momó Beleza.



 
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